Ontem pela manhã, quando entrei na minha super aula de Yoga com o professor Fernando, tomei um susto! Só homens na sala.
...
Em um segundo passaram um milhão de perguntas pela minha cabeça:
- Yoga e outras técnicas de relaxamento e alongamento não atraem mais mulheres que homens no Ocidente?
- Não são as mulheres que mais estão buscando alternativas para o stress do dia a dia?
- Desde quando os homens tiram uma hora do dia para olharem para dentro de si e se reconectarem com sua essência?
- Onde estão as alunas nesse horário?
- Será que as mulheres já começaram a sair mais cedo que eles para o trabalho?
- Será que estão na musculação na tentativa frenética de enrijecer os glúteos enquanto eles estão em outra vibe?
- Será que elas estão preparando as crianças para a escola enquanto os maridos têm uma colher de chá e vêm relaxar?
- Ou será que nenhum desses homens é casado ou têm filhos em idade escolar?
- Será que homens solteiros ou descasados estão buscando novas respostas, com menos preconceitos?
...
Enfim, essa foi minha primeira experiência como um ET.
...
Vamos ver se isso muda nas próximas aulas.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
O brilho polêmico da Mulher Maravilha
Está de volta, ainda sem data para estréia, a série de TV Mulher Maravilha, desta vez com Adrianne Palicki substituindo a inesquecível Lynda Carter (dona do colo mais belo já visto em famosas, quando eu era menina olhava e queria ter um igual). Muito oportuna a volta da série, já que nossa maior vilã nos dias de hoje é a crença de que deveríamos encarnar essa personagem para darmos conta de tudo que precisamos fazer! O que mais me chama atenção, no entanto, é a polêmica que o figurino causou. As telespec. reclamaram que estava muito vulgar, então a produção - no melhor estilo "A cliente tem sempre razão" - tirou o brilho da calça e a calçou novamente com as botas vermelhas, para manter o visual original da primeira série (dá uma olhada na foto).
O adaptador para NBC, David E. Kelley, divulgou: “Ela é uma heroína em Los Angeles, mas também uma executiva de sucesso e mulher moderna, tentando equilibrar os elementos de sua vida extraordinária”.
Levar a discussão para a vulgaridade de seu uniforme me parece inusitado e míope. A Mulher Maravilha é - na verdade - um touro! É a fábula moderna da mulher que tem que ser heroína para sobreviver. E é também uma fábula que todas nós estamos apanhando para protagonizar todos os dias.
Vida extraordinária? A vida "extra" das "ordinárias"... isso sim!
domingo, 3 de abril de 2011
O poder nas mulheres
Há pouco tempo atendi uma mulher bem jovem que tinha recém-descoberto a primeira gravidez e estava aterrorizada com as ameaças que a licença maternidade imporia à sua galopante escalada profissional. Sentia-se penalizada, "justo agora que obtinha o devido reconhecimento de seu chefe", pois teria que se ausentar por seis meses e preparar outra pessoa para fazer o que ela batalhou para desempenhar tão bem. Mais aterrorizada fiquei eu ao me colocar no lugar de seu bebê que ouvia a voz da mãe dizendo aquilo. Senti empatia com aquela mulher tão jovem que se encontrava dilacerada e sem os recursos internos que a ajudariam a fazer as escolhas certas para ela e para seu bebê.
E quantas de nós não estamos diante da mesma encruzilhada? Estamos presenciando um momento "divisor de águas" da mulher e de sua atuação no mundo. Dilma é apenas um exemplo de como o poder mundial está atualmente recheado de presenças femininas, experimentando-se na esfera pública - elas que sempre reinaram nos universos particulares! De Merkel à Clinton, da Major Comandante da UPP do morro Dona Marta (RJ) à mais nova Editora do jornal carioca de maior tiragem, as mulheres exercem com competência as posições a que fazem jus.
Não quero, nesse artigo, refletir sobre as leis do patriarcado as quais nós, ocidentais, estamos sujeitas há mais de dois mil anos. E muito menos trazer evidências que alimentem esse ou aquele lado da discussão sobre a despontada onipresença da mulher no poder como uma "volta por cima"; o que seria de se desconfiar, no mínimo, já que virou politicamente correto ter uma chefe mulher (mais um mandato do patriarcado?). Queria apenas endereçar a questão da maternidade, lembrando de algumas perguntas que "não querem calar" nesse novo cenário.
Vamos para a rua, ok! Vamos liderar, ok! Vamos habitar mundos onde não éramos - até pouquíssimo tempo - sequer autorizadas a entrar! Vamos enfim experimentar a dita "liberdade" financeira mas principalmente de sermos quem somos, sem nos diminuirmos em nossos interesses pessoais para darmos conta dos problemas da família e do parceiro. Vamos, só agora, descobrir quais são nossos interesses! Mas... e nossas crianças? Quem fica com elas? Quem as amamenta? Quem usa seu tempo pessoal para fazê-las virarem "gente"? Ainda não foi criado um mecanismo científico-tecnológico que possibilite aos homens nos substituirem nesse poder, exclusivamente feminino.
Ilustração: Hilda, de Duane Bryers
Eu, que caminho velozmente para os 40, tive raros colegas de escola que foram educados por suas mães e/ou substitutas à altura. Muitos foram adestrados por babás ou outras cuidadoras, que mal podiam esperar as cinco horas da tarde para se verem livres das pestinhas! O fato de muitas serem analfabetas funcionais obviamente não incapacita desprivilegiadas babás para a formação de um ser humano, mas injeta nas crianças valores e conceitos diferentes daqueles percebidos nos pais. E daí podem advir conflitos e permissividades, gerando traços de caráter. E nem quero citar as cuidadoras que agridem o corpo e a alma das crianças, com castigos e críticas excessivas que afetam por toda vida a auto-estima do pequeno.
Não estou afirmando que todas as cuidadoras e babás são imprudentes bem como não afirmo que em 100% dos casos é a mãe a melhor pessoa para cuidar da criança - vide alguns exemplos em que a justiça concede a guarda a um terceiro para resguardar sua integridade mental e física. E sou a primeira a denunciar minha abordagem tão "classe média", já que os ricos em qualquer país delegam tradicionalmente a educação de seus filhos a tutores, governantas e professores particulares.
Agora você pode estar aí pensando: "Mas o sonho de muitas mulheres já não é - e faz tempo - de serem mães". Para quem não vive o conflito, a vida parece estar resolvida. Várias, porém, ainda acalentam o sonho. E outras não sabem bem a resposta, e se ressentem com o peso da cobrança da sociedade. Ou ainda da cobrança interna, que aponta a velhice como algo solitário e carente de laços que a tornem menos dura. E muitas sequer refletem sobre isso, deixam para pensar quando já estão com seu bebê nos braços e ele chora alto, invocando por suas providências, carinho e responsabilidade... enquanto seu chefe a pressiona sutilmente na linha para que ela compareça a uma reunião importantíssima!
O dilema é de graves consequências para toda a sociedade. Deveríamos ter filhos cedo e em início de carreira, quando temos ainda toda energia e uns meses afastada da atividade profissional não reduziria nosso potencial, já que ainda temos muito chão pela frente? Ou devemos adiar a maternidade para o momento em que nossa carreira está consolidada e temos toda a maturidade, estabilidade e experiência para criarmos um bebê? Ou devemos escolher ter filhos e ter tempo para educá-los, abrindo mão de uma carreira profissional? Ou ainda não ter filhos e encarnar a alta executiva voltada para o atingimento de metas? São muitas as possibilidades, cada uma com suas alegrias e reveses. A maternidade ainda é o poder feminino que não pode ser delegado ao outro sexo. E cuidar bem dessa questão na atualidade está dando muita dor de cabeça e stress.
E quantas de nós não estamos diante da mesma encruzilhada? Estamos presenciando um momento "divisor de águas" da mulher e de sua atuação no mundo. Dilma é apenas um exemplo de como o poder mundial está atualmente recheado de presenças femininas, experimentando-se na esfera pública - elas que sempre reinaram nos universos particulares! De Merkel à Clinton, da Major Comandante da UPP do morro Dona Marta (RJ) à mais nova Editora do jornal carioca de maior tiragem, as mulheres exercem com competência as posições a que fazem jus.
Não quero, nesse artigo, refletir sobre as leis do patriarcado as quais nós, ocidentais, estamos sujeitas há mais de dois mil anos. E muito menos trazer evidências que alimentem esse ou aquele lado da discussão sobre a despontada onipresença da mulher no poder como uma "volta por cima"; o que seria de se desconfiar, no mínimo, já que virou politicamente correto ter uma chefe mulher (mais um mandato do patriarcado?). Queria apenas endereçar a questão da maternidade, lembrando de algumas perguntas que "não querem calar" nesse novo cenário.
Vamos para a rua, ok! Vamos liderar, ok! Vamos habitar mundos onde não éramos - até pouquíssimo tempo - sequer autorizadas a entrar! Vamos enfim experimentar a dita "liberdade" financeira mas principalmente de sermos quem somos, sem nos diminuirmos em nossos interesses pessoais para darmos conta dos problemas da família e do parceiro. Vamos, só agora, descobrir quais são nossos interesses! Mas... e nossas crianças? Quem fica com elas? Quem as amamenta? Quem usa seu tempo pessoal para fazê-las virarem "gente"? Ainda não foi criado um mecanismo científico-tecnológico que possibilite aos homens nos substituirem nesse poder, exclusivamente feminino.
Ilustração: Hilda, de Duane Bryers
Eu, que caminho velozmente para os 40, tive raros colegas de escola que foram educados por suas mães e/ou substitutas à altura. Muitos foram adestrados por babás ou outras cuidadoras, que mal podiam esperar as cinco horas da tarde para se verem livres das pestinhas! O fato de muitas serem analfabetas funcionais obviamente não incapacita desprivilegiadas babás para a formação de um ser humano, mas injeta nas crianças valores e conceitos diferentes daqueles percebidos nos pais. E daí podem advir conflitos e permissividades, gerando traços de caráter. E nem quero citar as cuidadoras que agridem o corpo e a alma das crianças, com castigos e críticas excessivas que afetam por toda vida a auto-estima do pequeno.
Não estou afirmando que todas as cuidadoras e babás são imprudentes bem como não afirmo que em 100% dos casos é a mãe a melhor pessoa para cuidar da criança - vide alguns exemplos em que a justiça concede a guarda a um terceiro para resguardar sua integridade mental e física. E sou a primeira a denunciar minha abordagem tão "classe média", já que os ricos em qualquer país delegam tradicionalmente a educação de seus filhos a tutores, governantas e professores particulares.
Agora você pode estar aí pensando: "Mas o sonho de muitas mulheres já não é - e faz tempo - de serem mães". Para quem não vive o conflito, a vida parece estar resolvida. Várias, porém, ainda acalentam o sonho. E outras não sabem bem a resposta, e se ressentem com o peso da cobrança da sociedade. Ou ainda da cobrança interna, que aponta a velhice como algo solitário e carente de laços que a tornem menos dura. E muitas sequer refletem sobre isso, deixam para pensar quando já estão com seu bebê nos braços e ele chora alto, invocando por suas providências, carinho e responsabilidade... enquanto seu chefe a pressiona sutilmente na linha para que ela compareça a uma reunião importantíssima!
O dilema é de graves consequências para toda a sociedade. Deveríamos ter filhos cedo e em início de carreira, quando temos ainda toda energia e uns meses afastada da atividade profissional não reduziria nosso potencial, já que ainda temos muito chão pela frente? Ou devemos adiar a maternidade para o momento em que nossa carreira está consolidada e temos toda a maturidade, estabilidade e experiência para criarmos um bebê? Ou devemos escolher ter filhos e ter tempo para educá-los, abrindo mão de uma carreira profissional? Ou ainda não ter filhos e encarnar a alta executiva voltada para o atingimento de metas? São muitas as possibilidades, cada uma com suas alegrias e reveses. A maternidade ainda é o poder feminino que não pode ser delegado ao outro sexo. E cuidar bem dessa questão na atualidade está dando muita dor de cabeça e stress.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Enquanto isso, no mundo árabe
A Veja desta semana (com Elizabeth Taylor na capa, ed. 2210) anuncia o lançamento de duas revistas femininas no mundo árabe. Uma chama-se Jasad ("corpo" em árabe) e fala de sexo, virgindade e defende o casamento por escolha própria.
A segunda chama-se Al-Shamikha ("mulher majestosa") e ensina beleza, comportamento e... como cometer ataques suicidas.
A segunda chama-se Al-Shamikha ("mulher majestosa") e ensina beleza, comportamento e... como cometer ataques suicidas.
sábado, 26 de março de 2011
A mulher, sob a ótica deles
"Ela não é bem minha mulher. É a mãe dos meus filhos. Não, não temos filhos; mas às
vezes é como se tivéssemos. Ela não é bonita, é alguém com quem é fácil viver.
Não, não é; por isso é que não vivemos juntos."
Michelangelo Antonioni (1912-2007) - cineasta, Itália
vezes é como se tivéssemos. Ela não é bonita, é alguém com quem é fácil viver.
Não, não é; por isso é que não vivemos juntos."
Michelangelo Antonioni (1912-2007) - cineasta, Itália
segunda-feira, 21 de março de 2011
A mulher que você gostaria de ser
As mulheres do século XXI conjugam a eficiência exigida pelo mercado de trabalho com os estudos, a maternidade, a administração do lar, casamento, a sexualidade, a beleza, o lazer, o trabalho social, a espiritualidade e seus instintos mais remotos. São muitos papéis diferentes e interligados.
Em meio a tantas obrigações, em que se transformou essa mulher? Quais são suas vocações verdadeiras? Sua missão? Onde foi parar o feminino? Seria possível resgatá-lo?
Para promover o reencontro da mulher com sua auto-estima, chega o Memórias de uma... Serve como um canal de reflexão, ferramentas, dicas, prazer e muita risada. Para você se tornar a mulher que gostaria de ser, sem disfarces!
domingo, 20 de março de 2011
Você está sem prazer na vida?
| Renove sua autoestima exigindo seu direito ao prazer |
O maior desafio da mulher que luta hoje pelo seu sustento é se permitir e
garantir o próprio prazer. Todas estão correndo contra o relógio. E para
vivermos com prazer, precisamos reservar e cobrar muito tempo para nós.
Os consultórios estão repletos de mulheres com problemas de diabetes,
tireóide, falta de lubrificação no ato sexual, deprimidas (talvez por falta de serotonina, o que ocasionaria exaquecas e obesidade). Ou seja, todo tipo de complicação no equilíbrio dos processos que envolvem as glândulas e os hormônios no corpo. Ou estão simplesmente exaustas e, então, sentir prazer passa a ser um peso, gerando culpa.
Tendo filhos ou não, jornada tripla ou não, não importa: as mulheres hoje
estão "ressecando", pois vivem "adrenalinadas". Cada vez secretam menos
substâncias que ativam o sistema nervoso autônomo parassimpático, responsável pela desaceleração dos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial, diminuição da adrenalina e a diminuição do açúcar no sangue.
Renove-se
O prazer renova as ideias, a vitalidade e a quantidade de energia disponível para o dia-a-dia. Ajuda a ativar o sistema parassimpático e representa o grande protagonista quando o assunto é autoestima. Quanto menos prazer na vida, maior a percepção que muitas relatam como "viver sem sentido", sem beleza, sem encantamento pela vida e por si próprias. A valorização e a coragem de viver passam pelo prazer.
Não apenas o prazer sexual, mas o prazer de experimentar diversos tipos de
sensações: "um viver sensorial". Quanto mais corre e exacerba a racionalidade como filtro da sensação, menos tempo e mergulho nos momentos puramente sensoriais.
Agora você poderia se perguntar: "Mas como faço isso sem gastar além do possível?" ou "Como deixo de lado minhas prioridades para ter tempo para mim?" Gastar muito pode ser um mito quando o assunto é prazer. O mais importante é escolher o primeiro passo desta longa caminhada de mudança de hábitos e de estilo de vida. Pode ser caminhar descalça na areia ou numa grama macia, fazer cócegas numa criança e gargalhar junto, pedir uma massagem ao parceiro ou a uma amiga, experimentar um novo tempero afrodisíaco, deitar-se para ouvir uma música romântica, acordar tarde e tomar um belo café da manhã numa mesa bem arrumada, que não custam muito. Um tratamento médico pode sair bem mais caro!Ilustração: Hilda, de Duane Bryers
E sobre o tempo necessário para sentir mais prazer na vida, é uma questão de abrir mão do mito de que a mulher tem que dar conta de tudo, de que tem que ser heroína diariamente. Mulheres que resolvem os problemas dos outros e têm resposta para tudo não recebem mais amor como pagamento. Aprenda a abrir mão do poder que ser a "Pessoa-Resposta" confere. Esse pode ser o maior desafio - e apenas gradativamente alcançado. Sua saúde e seu amor agradecerão por essa nova forma de viver. O prazer é contagioso, e quem sente uma vez sempre quer mais.
Minhas Publicações
Portais M de Mulher e Personare: http://astral.mdemulher.abril.com.br/revista/identidade/materia/1281/voce-esta-sem-prazer-na-vida
Assinar:
Postagens (Atom)
